Sou um caboclo
Tenho flecha, tenho escudo
Tenho coragem pra tudo
Tenho força, tenho amor
Sou um caboclo
Feito desta natureza
Tenho saúde e beleza
Tudo que mamãe me dá
Das matas, das matas verdes
Eu recebo este primor
Esta força, esta alegria
Esta paz e este amor
Borboleta voou, voou
E a floresta encantou
O sol levantou, a chuva caiu
O dia se alegrou, a mãe terra se abriu
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sexta-feira, 25 de julho de 2008
quinta-feira, 24 de julho de 2008
terça-feira, 1 de julho de 2008
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Foi lá no mar que eu vi
Foi lá no mar que eu vi serenar
Quando a sereia entrou devagar
No meu castelo de areia, oia iá
Meu amor, eu cheguei agora
Eu venho lá do alto mar
Vim pegar conchinhas na praia, sereia
Para pôr no seu congá
Foi lá no mar que eu vi
Foi lá no mar que eu vi serenar
Quando a sereia entrou devagar
No meu castelo de areia, oia iá
Meu amor, eu já vou-me embora
Eu vou pela beira do mar
Vou buscar uma flor de laranja, morena
Pra o seu cabelo enfeitar
Foi lá no mar que eu vi...
Foi lá no mar que eu vi serenar
Quando a sereia entrou devagar
No meu castelo de areia, oia iá
Meu amor, eu cheguei agora
Eu venho lá do alto mar
Vim pegar conchinhas na praia, sereia
Para pôr no seu congá
Foi lá no mar que eu vi
Foi lá no mar que eu vi serenar
Quando a sereia entrou devagar
No meu castelo de areia, oia iá
Meu amor, eu já vou-me embora
Eu vou pela beira do mar
Vou buscar uma flor de laranja, morena
Pra o seu cabelo enfeitar
Foi lá no mar que eu vi...
quarta-feira, 18 de junho de 2008
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Meu filho foi viajar
Foi por sobre as águas do mar
E eu fiquei perdida, chorando
Navio navegando
Não vai mais voltar
Esse barco malvado
Leva todos prisioneiros
Ele é um navio negreiro
Homens livres estão
Nas galés
Meu querido filho
Não deixe a raiva o matar
Semeia nesse país distante
Os frutos constantes
De seu ideal
Ensina esse povo a dançar
Para espantar todo mal
Com cantigas ninar as crianças
Jogar capoeira
Tocar berimbau
Foi por sobre as águas do mar
E eu fiquei perdida, chorando
Navio navegando
Não vai mais voltar
Esse barco malvado
Leva todos prisioneiros
Ele é um navio negreiro
Homens livres estão
Nas galés
Meu querido filho
Não deixe a raiva o matar
Semeia nesse país distante
Os frutos constantes
De seu ideal
Ensina esse povo a dançar
Para espantar todo mal
Com cantigas ninar as crianças
Jogar capoeira
Tocar berimbau
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
O Acre existe
Visita ao Sesc Pompéia, noite passada. É um monumento colossal, os prédios que compõem uma antiga fábrica de galões de metal e, depois, geladeiras.
Lugar cheio de história, a ala de memória tem muito o que contar, com fotos e registros que dão aquela sensação estranha de ter vivido esse outro tempo, ter saudades dele...
Além de sua arquitetura, a programação é ótima.
O motivo desta visita, aliás, é o projeto "Das bandas de lá", encontro de grupos musicais de fora do eixo Rio-São Paulo. Nessa noite, a paranaense Maxixe Machine e os acreanos Los Porongas.
A sigla AC tem muito significado para mim. Sim, o Acre existe e dentro de alguns dias lá irei, segunda vez, pisar aquelas terras incríveis. Amazônia. Brasil. Peru. Índios. Seringueiros. Povos da floresta. Cordel. Contação de histórias. Gravuras, poesia, saraus. Rapé. Cipó. Mapinguari e mãe da mata.
Show espetacular. O Acre existe e produz boa música.
Considero de outra forma a viagem. Não vou para o Acre. Minha viagem é ida e volta. Palavras de Elisa Lucinda: "Voltar... é só pra quem partiu".
Pois minha viagem é até aqui, o lugar onde estou neste momento a digitar, minha casa, meu solo. Minha terra.
Janelas de meu quarto... é a ti que irei, ao teu e ao meu encontro eu irei.
Sim, é assim que considero a viagem, vou viajar para aqui, com escalas no Acre e, talvez, no Peru. Quando chegar, se chegar, serei outro. Venho ao meu encontro, me conhecer, me observar, me ensinar. Aguarde que virei aqui buscar o meu tesouro.
Espero a cada dia me transformar completamente. Mas não em outra pessoa. Eu sonho me transformar em mim mesmo, um dia...
Lugar cheio de história, a ala de memória tem muito o que contar, com fotos e registros que dão aquela sensação estranha de ter vivido esse outro tempo, ter saudades dele...
Além de sua arquitetura, a programação é ótima.
O motivo desta visita, aliás, é o projeto "Das bandas de lá", encontro de grupos musicais de fora do eixo Rio-São Paulo. Nessa noite, a paranaense Maxixe Machine e os acreanos Los Porongas.A sigla AC tem muito significado para mim. Sim, o Acre existe e dentro de alguns dias lá irei, segunda vez, pisar aquelas terras incríveis. Amazônia. Brasil. Peru. Índios. Seringueiros. Povos da floresta. Cordel. Contação de histórias. Gravuras, poesia, saraus. Rapé. Cipó. Mapinguari e mãe da mata.
Show espetacular. O Acre existe e produz boa música.
* * *
Considero de outra forma a viagem. Não vou para o Acre. Minha viagem é ida e volta. Palavras de Elisa Lucinda: "Voltar... é só pra quem partiu".
Pois minha viagem é até aqui, o lugar onde estou neste momento a digitar, minha casa, meu solo. Minha terra.
Janelas de meu quarto... é a ti que irei, ao teu e ao meu encontro eu irei.
Sim, é assim que considero a viagem, vou viajar para aqui, com escalas no Acre e, talvez, no Peru. Quando chegar, se chegar, serei outro. Venho ao meu encontro, me conhecer, me observar, me ensinar. Aguarde que virei aqui buscar o meu tesouro.
Espero a cada dia me transformar completamente. Mas não em outra pessoa. Eu sonho me transformar em mim mesmo, um dia...
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